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Informações sobre Geomarketing
16 Abril 2016

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1 – ACESSOS
Estude cuidadosamente os acessos para seu endereço.

Considere as mãos de direção e a visibilidade.

Oferta de transporte publico nas imediações oferece prós e contras. Facilita acessos mas também atrai publico popular, nem sempre desejável.

Tão importante quanto a facilidade de chegar é também a facilidade em sair.

Pontos de retorno nas imediações do seu endereço são importantíssimos.

Barreiras podem ser visíveis (topografia; linhas férreas; rios; estradas; viadutos; transito) e também de ordem social (imagem hostil da região; noticias negativas na mídia; vizinhança desqualificada).

2 – ÁREA GEOGRÁFICA DE INFLUÊNCIA
Os territórios geográficos de influencia são elásticos. Dependendo da modalidade do negócio, os clientes estão mais ou menos dispostos a enfrentar longos períodos de deslocamento e transito. Regiões muito densas e congestionadas afugentam compradores sensíveis a esses fatores. Endereços abastecidos por artérias viárias com elevado grau de fluidez favorecem zonas de influencia ampliadas. Empreendimentos especializados, temáticos ou exclusivos, motivam os consumidores a viajarem por períodos mais longos. Bons exemplos são os “outlets” (shoppings especializados em varejo de marcas famosas e preços reduzidos) que estão sempre localizados em estradas e distantes dos centros urbanos.

3 – DEMOGRAFIA
O perfil dos habitantes da área geográfica de influência determina o perfil dos negócios varejistas. Não basta apenas quantificar e qualificar os residentes. Muitas vezes, os flutuantes são ainda mais relevantes para o sucesso de um empreendimento. Vamos lembrar que as pessoas economicamente ativas passam a maior parte do dia fora (e frequentemente distantes) de seus domicílios. Portanto, é preciso calcular todos os tipos de publico que um endereço pode atrair. Esquecer de analisar a tendência ocupacional de uma região é um grave e comum erro cometido pelos empreendedores varejistas. Bairros e regiões de grandes centros urbanos mudam rapidamente de vocação.

  • De industrial para residencial.
  • De residencial para empresarial.
  • De industrial para empresarial.

Mensurar e acompanhar os movimentos ocupacionais de uma região é chave para o êxito dos negócios de varejo.

4 – CONCORRÊNCIA
Antes de medir a concorrência é preciso defini-la. Estamos tão preocupados em acompanhar a concorrência direta que esquecemos da existência da indireta. Geralmente mais guerrilheiros e menos visíveis. Preocupados com hipers e supermercados, não percebemos o exercito de pequenas mercearias, empórios, padarias, que em suas táticas de guerrilha represam os consumidores em seus micromercados. No Brasil de hoje, cerca de 87% das vendas varejistas ainda são realizadas no comercio de rua tradicional, pulverizados em centenas de milhares de pequenas operações. Portanto, muita atenção na hora de definir sua concorrência.

5 – POTENCIAL DE CONSUMO
Você pode medir o potencial de consumo de uma região consultando as pesquisas oficiais (IBGE é a fonte mais requisitada) ou também pode fazer um levantamento primário (campo) em sua região geográfica de interesse, através de entrevistas com amostras da população. A escolha depende do grau de assertividade que pretende para o diagnóstico e também do grau de especificidade da categoria de interesse. Muitas das categorias de consumo são monitoradas por pesquisas regulares do IBGE e também de algumas entidades de classe. Porém, com as freqüentes e crescentes oscilações da economia, tomar a temperatura do mercado “on time” é mais garantido. Você irá dimensionar o tamanho do mercado multiplicando os domicílios (ou indivíduos) de sua área geográfica de influencia pelos gastos médios mensais na sua categoria de interesse. Então, terá o tamanho do mercado. Resta saber quanto desse potencial de consumo está sendo retido pela oferta existente (draw) e quanto é residual, ou seja, está flutuante (float) para outros clusters geográficos. Sua fatia de mercado (share) será uma parte desse todo. O raciocínio é simples. Complexo é definir qual será sua real fatia desse bolo. Um analista experiente fará isso com bastante segurança.

6 – COMPORTAMENTO DO COMPRADOR
Antever as decisões de compra dos consumidores sempre foi o sonho dos profissionais de marketing. Contudo, essas descobertas parecem estar cada vez mais distantes de nós. A variedade de produtos e serviços só faz crescer. Assim como as dúvidas dos consumidores. Apenas perguntar já não é mais suficiente. Temos que estimular, provocar, disfarçar, projetar. Utilizar técnicas da psicologia, da sociologia, da neurociência. Isso tudo faz a atividade do pesquisador ser tão desafiadora quanto divertida. Temos que combinar ciência com intuição. E estar permanentemente checando as nossas hipóteses.

7 – POSICIONAMENTO
Agora que você já conhece sua área geográfica de influencia. Já sabe das virtudes e defeitos de seu endereço comercial. Já mensurou e qualificou seu mercado comprador. Precisa definir qual será o seu posicionamento. Quer dizer, como irá se apresentar ao mercado. Para que o consumidor possa enxerga-lo no oceano de alternativas disponíveis. É chegada a hora de definir seu “marketing mix”. Definir produto, preço, publicidade, publico-alvo. Seja bem vindo ao complexo universo das escolhas. Mas isso é apenas o começo de um caminho sem fim. Pelo posicionamento e reposicionamento de “branding”, continuamente. Sempre perseguindo desvendar a mente do mercado. Do seu mercado.

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