Tel.: +55 (11) 3668-6858 | E-mail: contato@geu.com.br

Notícias

Informações sobre Geomarketing
17 julho 2018

O FUTURO DA AV. REBOUÇAS

Note que importantes e antigas artérias viárias de SP sofreram degradação em seu uso e ocupação. Alguns exemplos: Av. Nove de Julho; Av. Celso Garcia; Av. Santo Amaro; Av. Bandeirantes; Av. Alcântara Machado (Radial Leste); Av. Lins de Vasconcelos; Av.São João; Av. Heitor Penteado, Av. Consolação…; apenas para ficar nos exemplos mais evidentes. O que explica isso? Simples: a vertiginosa expansão demográfica da cidade e uma sucessão, sem fim, de administração publica negligente com o planejamento de longo prazo e os interesses globais da sociedade.

O fenômeno é conhecido (e vivido) nas maiores e principais cidades do mundo. Assim como a existência de incontáveis exemplos de revitalização, regeneração, renovação e reabilitação de centros e regiões outrora degradadas. Tudo isso se denomina como requalificação. A questão central é que o Brasil, incluindo todos os seus atores sociais, ainda não acordou para essa imperiosa necessidade.

A sociedade é dinâmica e o espaço urbano precisa acompanhar esse movimento. Porém, não consegue na mesma velocidade. Com efeito, temos esse permanente déficit na qualidade de vida de seus ocupantes. Isso fica mais latente nas cidades grandes.

Portanto, o que vem ocorrendo na Rebouças nada difere de outros exemplos aqui mencionados.

A cidade que se espalha para receber sua expansão demográfica produz mais e mais deslocamentos de seus habitantes. As distancias ficam maiores e os tempos de percurso idem. O transporte de massa não dá conta da demanda, sobretudo quando é mal estruturado e planejado, caso paulistano e brasileiro, de modo geral. Empurra assim a população para o transporte particular, cujo sistema viário não mais comporta os volumes crescentes de automóveis. Há mais de seis milhões de veículos particulares registrados no município, para uma população pouco acima de 12 milhões. Faça a conta: dois habitantes para cada veiculo. Soa como exagero de carros, não é mesmo? Sem contar com todos os outros veículos que circulam pela cidade, provenientes dos municípios da região metropolitana, nesse movimento pendular diário. E mais os veículos de carga, vindos de todas as partes do país.

Como via estrutural, a Rebouças conecta várias regiões da cidade e faz parte integrante de um enorme eixo Sudoeste – Centro, que se inicia na parte Sul, como extensão da Rodovia Regis Bittencourt (BR116) e Rodoanel Mario Covas, seguindo com Francisco Morato, Eusébio Matoso, Rebouças e Consolação. A Rebouças corta a Faria Lima, a Brasil, a Dr. Arnaldo e alcança a Paulista. Veja que em apenas 4 km ela conecta dois dos mais importantes polos corporativos da cidade, além de atravessar pelos renomados distritos de Pinheiros, Jardim Paulistano, Jardim América e Cerqueira Cesar.

Portanto, estamos tratando de uma localidade extremamente nobre, no contexto do município, e de suas ocupações residenciais e empresariais, mas que foi maculada pela hostilidade que afeta os eixos viários de intenso trafego de veículos (mal do presente).

É inegável que o recente PDE (Plano Diretor Estratégico), aprovado no município, serviu como alavanca para estimular a requalificação que começa a ser enxergada na Rebouças. Quatro são as classificações de zoneamento que interferem na avenida: ZM (Zona Mista); ZEU (Zona Eixo de Estruturação e Transformação Urbana); ZCOR-2 (Zona Corredor dois) e ZOE (Zona de Ocupação Especial).

Enxergando essa mutação que inevitavelmente atingiria a Rebouças, nós da GEU produzimos um paper denominado “Avenida Rebouças – Uma Pequena Reflexão Vocacional” em julho/2015. Lá, já apontávamos para a inexorável evolução ocupacional que a famosa avenida deveria sofrer.

A degradação, lenta e progressiva, em sua ocupação, já foi parcialmente explicada acima, no contexto de um fenômeno mundial e potencializado pelo cenário brasileiro.

A interferência do novo PDE colaborou para que o setor imobiliário voltasse seus olhos para essa perola adormecida.

Podemos adicionar, como válvula propulsora a contribuir nessa requalificação, a questão cultural, que perpassa nos grandes centros, de modo transversal, que muitos denominam como “cidades/economias criativas”. Sem questionamentos, independentemente de seus problemas estruturais, São Paulo está no topo das cidades mais dinâmicas do planeta. Quer seja por sua massa populacional, mas sobretudo por sua importância na economia do país. A cidade participa com 12% do potencial de consumo de todo o Brasil. É polo de referencia no Brasil e também em escala mundial.

Portanto, a cidade atrai ampla diversidade de grupos sociais com suas particulares demandas. Estudantes, trabalhadores, educadores, turistas, artistas. Esses, por sua vez, com suas demandas, estimulam a formação da oferta.

Com o grave problema de mobilidade que a cidade tem (um dos piores do mundo), a questão do tempo se torna crucial. Com efeito, morar perto é hoje a principal prioridade de quem vive em São Paulo. Perto do trabalho, da escola, do lazer, dos polos de saúde, dos centros culturais.

Na estatística dos lançamentos imobiliários residenciais dos últimos 14 anos podemos enxergar o reflexo dessa dinâmica. Em 2004 os apartamentos de um dormitório representavam apenas 8,2% dos lançados. Em 2016 chegaram a ter 29,4% de participação. Isso é fruto dessa nova realidade.

 

Note também que apesar de ter as menores extensões geográficas, as Zonas Centro e Oeste (região da Rebouças), contribuíram com 42,4% dos lançamentos residenciais em 2017.

O novo urbanismo, que começou a ser discutido nos anos 80, prega o retorno à cidade tradicional europeia, conjurando imagens de uma arquitetura adensada de pequena escala e ruas caminháveis. O modelo urbano orientado para o automóvel está agonizando. A vida moderna pede tudo perto, tudo junto, tudo misturado.

 

A Rebouças pode (e deve) oferecer isso.

Enxergo a Rebouças plural em sua ocupação e uso.

Residenciais compactos, funcionais, tecnológicos. Escritórios idem. Comércio de conveniências. Bares e restaurantes de Pinheiros e dos Jardins acessíveis a pé.

 

Bom que os empreendedores imobiliários já começaram a desvendar esse potencial adormecido.

A população agradece.

 

 

Milton Fontoura

Leave a Reply

Fale com a Gente


Dúvidas

Ligue agora e fale com um de nossos especialistas

+55 11 3668-6858



Agende uma Apresentação

Venha conhecer tudo o que podemos fazer pela sua empresa.

Agendar Apresentação


Fale Conosco

Clique no botão abaixo e em breve entraremos em contato com você.

Entrar em contato