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12 Maio 2016

Modernidade Liquida

(Zygmunt Bauman – 1925 – Sociólogo polonês)

O mundo do agora não é idêntico ao mundo que existiu há 50 anos.

O mundo é liquido – Incapaz de reter sua forma por muito tempo e sua propensão a mudar de forma sobre a influência de mínimas, fracas e ligeiras pressões.

Isso caracteriza nossa atual condição sociocultural.

Condições atuais – incertezas quanto aos resultados das ações diante de um numero infinito de caminhos e propostas.

Angustia das possibilidades, das escolhas, da falta de modelos.

Tendência das pessoas se orientarem por aquilo que os outros ao seu redor fazem.

Exemplo: Numa livraria, escolhe-se um livro na lista dos mais vendidos; assim como na videolocadora; no cinema, etc.

Alterou-se significativamente o relacionamento: “Eu e o Outro”.

Redes sociais tendem a achatar e banalizar as interações humanas.

Os contatos ficam superficiais, rotineiros, obrigatórios.

Encontros humanos são substituídos por “quadros de apresentação” – exibidos publicamente.

Os aspectos do “eu”, antes tratados de forma intima e sigilosa, agora estão expostos.

Cria-se uma falsa e enganosa impressão de profundidade da relação.

A perspectiva multiculturalista (étnica, religiosa, de modo de vida), da era moderna, evolui para a pratica multicomunitária: viver “ao lado de”, mas não “com”.

Os contatos passam a ser funcionais e utilitários.

Encolhimento do interesse e da curiosidade em relação ao outro, ao diferente.

Estranhos não são bem-vindos.

Em longo prazo isso leva a erosão das habilidades sociais off-line.

Reforça-se o auto isolamento comunitário.

Teoria da Classe Ociosa (Veblen – 1857-1929) – consumo é um sinal de distinção entre as classes sociais.

“Todo sentido de gastar dinheiro estava em impressionar os outros”

“ Despertar a inveja dos vizinhos só aumenta a sensação de importância que se tinha”

Economia de consumo atual:

Intenso desejo de permanecer no “grupo estiloso”.

Evitando a ameaça de não ser aceito, de ser descartado pelo grupo de referencia.

Serve a um grande numero de preocupações humanas atuais.

Como, por exemplo, a dor de consciência de pais e parceiros que se dedicam às suas carreiras profissionais em detrimento da atenção que deveriam ou gostariam de dedicar a seus entes queridos.

Busca-se os “substitutos de moralidade”, através de “provas materiais”.

Assim, o ato de comprar torna-se uma espécie de “ato moral”.

Esvaziar a carteira é um ato de altruísmo, de autossacrificio.

Trata-se de uma chantagem moral, que o mercado impõe aos indivíduos.

Se você não se incorpora ao frenesi de compras de Natal, você irá decepcionar as pessoas que ama.

Na era da “modernidade liquida” as “identidades contemporâneas” (nossos lugares reconhecidos na sociedade) ficam fragilizados, fluidos.

Novamente o mercado consumidor está pronto para nos ajudar.

Nossa identidade (ou seus atuais substitutos) pode ser alcançada pelos atalhos do consumo.

O mercado de consumo lhe fornece as “provas de posição” publicamente reconhecidas.

CONCLUSÃO:

O mal estar do pós moderno.

Somos solitários na multidão.

O excesso de oferta gera insegurança.

Produz-se uma insegurança perante as escolhas infinitas.

Há um vazio de valores.

O exercício da liberdade provoca um enorme desamparo.

O mal estar da liberdade deixa os indivíduos suscetíveis à massificação da identidade.

O campo social fica propicio ao surgimento do vicio, do fanatismo, das crenças.

Há dois valores humanos essenciais:

Liberdade

Segurança

…e por si – são antagônicos

O aumento da liberdade reduz a segurança.

O aumento da segurança, cerceia a liberdade.

Há duas verdades sobre esse paradoxo:

Os indivíduos nunca irão encontrar o equilíbrio

Os indivíduos nunca vão parar de procura-lo

FELICIDADE

Felicidade é diferente – conforme o caráter do individuo.

Felicidade tem um padrão individual.

Felicidade nunca será encontrada imitando-se o padrão dos outros.

O individuo tem que descobrir o que lhe proporciona felicidade – segundo seus valores fundamentais.

Contudo, a modernidade liquida não estimula que você conheça os seus valores – pois os valores já vem empacotados – na forma de mercado.

São os valores de massa, artificiais.

Criados para atender aos interesses do mercado.

A única lei que sobrou – é a lei do mercado.

A falsa felicidade é oferecida em pacotes de consumo.

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